Muitas vezes encontro pessoas que me perguntam se realmente vale a pena voltar ao passado, tanto da vida presente , como à de vidas anteriores. Essas pessoas não negam o facto de que existem vidas passadas, e até aceitam que essas existências se podem recordar. Mas argumentam que, apesar de tudo, estamos a viver o presente e viajar ao passado só serve para nos distrair da nossa realidade atual. A minha primeira resposta a estas opiniões é: “muito bem, continua a viver a tua vida, é uma vida boa e merece ser experimentada, no entanto, se tens um problema e não encontras uma solução, talvez seja conveniente procurar as causas, e isso obrigarte-á a olhar o passado.”

(…) Como todos sabemos, muitas das atuais circunstâncias estão enraizadas na nossa biografia. Muitos dos nossos hábitos, interesses ou relacionamentos surgiram num passado que podemos recordar. Este passado representa a raiz do que somos hoje.

(…) A alma humana mantém uma memória de milhões de anos, centenas de vidas vividas. Todas essas ações acumulam-se no nosso corpo e na nossa alma. Só conhecendo a fonte mais profunda de nossos conflitos, podemos encontrar uma maneira de resolver qualquer coisa que tenha ficado pendente. Voltar ao passado não nos nos faz ficar presos nele. No processo regressivo, lançamos um olhar para as memórias das nossas vidas passadas para encontrar pistas que nos permitem viver melhor na vida presente. Não é um passatempo para momentos de ócio, mas uma poderosa ferramenta de cura .

Deniz, Octavio, Regresiones. Descubre tus vidas anteriores, Kindle Edition. – traduzido por Cláudia Félix Rodrigues

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