Por princípio nenhuma emoção é tóxica.

São as emoções que nos tornam sensíveis e são barómetros da forma como experienciamos o mundo. São úteis e essenciais para a Vida! São, por isso, naturais à condição de estarmos vivos!

As emoções tornam-se tóxicas quando as reprimimos e recusamos aproveitar a sua energia propulsora e os ensinamentos que nos podem trazer.

emoartPara se reprimir emoções (qualquer uma) é necessária muita energia. Reprimir emoções consideradas negativas como o medo, a culpa, a tristeza e o ressentimento exige-nos uma grande dose de energia. Quando impedes a sua manifestação, quando te “conténs” estás a desperdiçar a energia que podias usar noutras actividades mais produtivas. O mesmo se aplica às emoções ditas positivas – a alegria, o prazer, o êxtase – também elas reprimidas se tornam tóxicas.

Somos frequentemente ensinados a reprimir tanto as emoções “positivas” como as “negativas”, vivendo uma existência morna que nos pode intoxicar por não ser vivida em pleno. A toxicidade das emoções vem da repressão, da supressão do sentir.

Uma emoção não vai a lado nenhum enquanto não for vivida, ficando alojada no teu corpo e na tua psique. Mais tarde ou mais cedo – em geral, é muito mais cedo e mais frequente do que gostamos de admitir – vai manifestar-se através de comportamentos sabotadores ou destrutivos e até doenças físicas.
Quantas vezes algo “inexplicável” nos impede de concretizar algo quando menos esperamos ou quando estamos quase a chegar lá… De repente surge uma doença, um mal-estar, um imprevisto ou incidente que nos faz desviar do caminho quando faltava tão pouco. Esse “inexplicável” é originado quase sempre dentro de nós de forma mais ou menos inconsciente.

1255638151388_fNão nos permitirmos sentir é autorizarmo-nos a bloquear e a sabotar os nossos mais espantosos sonhos e o corpo que permite concretizá-los.
A Louise no seu primeiro livro “Heal your body” fez uma lista dos padrões de pensamento prováveis que levam a variadíssimas doenças, que depois foi incluída no livro “Pode Curar a Sua Vida” . Passando os olhos por essa lista rapidamente percebemos que a grande maioria das doenças é provocada por ressentimento, raiva, tristeza, medo e culpa.
No recente livro “Tudo está bem” esta lista foi atualizada e pode-se ler o seguinte escrito pela neuropsiquiatra Mona Lisa Schulz:

Existem diversos motivos pelos quais o nosso corpo pode avariar-se e adoecer: factores genéticos, ambientais, nutricionais e por adiante. No entanto, tal como a Louise veio a descobrir ao longo da sua carreira, todas as doenças que nos afetam são influenciadas por fatores emocionais. E décadas depois de Louise ter apresentado as suas conclusões, a comunidade científica apresentou estudos que as corroboram.
Os estudos científicos realizados até à data demonstram que o medo, a raiva, a tristeza, o amor e alegria têm efeitos específicos sobre o corpo. Sabemos que a raiva provoca contração muscular e constrição dos vasos sanguíneos, o que conduz à hipertensão e ao condicionamento da circulação sanguínea. A medicina cardiovascular diz-nos que a alegria e o amor surtem o efeito contrário. Se procurarmos no livro da Louise, um ataque cardíaco e outros problemas do coração ocorrem quando “a alegria é espremida” do coração, quando “o coração se torna empedernido” e há “ausência de alegria”. (…)
Certos padrões de pensamento específicos afectam o nosso corpo de modo previsível, libertando substâncias químicas em reação a cada emoção. Quando o nosso estado de espírito é dominado pelo medo durante um período de tempo considerável, a segregação constante de hormonas de stresse, particularmente o cortisol, desencadeia um efeito dominó de alterações químicas que estão na origem das doenças cardíacas, do aumento de peso e da depressão. Tal como no caso do medo, as outras emoções e pensamentos seguem um padrão típico quando se projetam no corpo sob a forma de doença.

No Método Cure a Sua Vida (Método Louise Hay) trabalhamos, por exemplo, a raiva que quando reprimida é das emoções mais bloqueadoras da nossa vida, mas também a mais energizante quando processada de forma saudável e usada como impulsionadora para algo novo. Trabalhamos também a tristeza, a culpa e o medo. Vivenciamos essas emoções de forma segura e aprendemos a lidar com elas de forma saudável no nosso quotidiano.

Para te amares é essencial amar também as partes de ti que sentem raiva, tristeza e dor. Amares-te é também amar a tua Sombra e permitir que as emoções sejam libertadas de forma saudável.

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